Por que escrever sobre a própria vida não é vaidade
Essa objeção aparece com frequência. Às vezes o cliente diz em voz alta, às vezes dá para perceber nas entrelinhas: quem sou eu para escrever um livro sobre mim mesmo?
A pergunta carrega uma confusão antiga entre registro e exibicionismo. Como se contar a própria história fosse um gesto de arrogância, uma afirmação de que a sua vida vale mais do que a dos outros.
Não é isso.
Escrever sobre a própria vida é, antes de tudo, um gesto de responsabilidade. Com a memória da família, com as pessoas que vieram antes e com as que vão vir depois. Toda …